Prólogo
Há, sem qualquer margem para dúvidas, uma altura em que desejamos, mais que tudo, pedir desculpas pelo que se passa ou se passou, por vezes pedir desculpas por coisas sobre as quais nem sequer temos controlo, como a saudade.
Havia umas vozes ao fundo do quarto, aquele quarto onde ninguém vai, pedindo-me que escrevesse um livro, que me revoltasse na revolta de uma fase interminável. Quero guardar este tempo que tenho, e será que tenho tempo(?), para ir capitulando este desconserto de almas que me protegem e que sei que por mim olham, vivas ou mortas, aliás, sempre vivas.
Comecei pelo título. Não me agrada minimamente começar algo pelo nome que se lhe vai dar, parece-me até que só por si, pelo facto de lhe darmos nome, fica feito. Mas não, não, mãezinha, não, vovó.
Como escrevi antes, ouvi umas vozes, há algum tempo, mas tenho-me confinado a guardá-las para mim, não venham a ser mal interpretadas pois como se diz na gíria popular, quem conta um conto acrescenta um ponto.
A verdade é que sinto vontade de realmente iniciar esta história, sem grandes poesias, sem grandes romantismos, uma redescoberta de uma reautobiografia a que me assisto, sem ter lá estado, sem ter vivido, mas como mulher. Esta vontade de querer sentir sobre as mulheres da minha vida e as suas liberdades, libertadoras ou indubitavelmente castradoras daquilo que elas foram e ainda são. Poderá ser este o mote, não sei. Foi exatamente como disse, quando lhe damos nome, parece que o serviço fica feito e não me encontro numa mesa de café (local onde normalmente me sinto mais inspirada), nem tão cedo saberei quando me poderei lá inspirar. Permito-me, apenas, apresentar-me.
Sem pressas, sem tempos, que os tempos estão demasiados comedidos e o tempo que corre não nos deixa correr. Falta o pic-nic ao ar livre naquele dia de sol que consola a alma, falta-nos tanto. E não o sabíamos até agora, esvaziando-nos de tudo o que nos fazia nós, este reencontro pede para que sintamos falta além da saudade e da eternidade imprecisa sobre quando nos poderemos reencontrar.
Será para vós.
Há, sem qualquer margem para dúvidas, uma altura em que desejamos, mais que tudo, pedir desculpas pelo que se passa ou se passou, por vezes pedir desculpas por coisas sobre as quais nem sequer temos controlo, como a saudade.
Havia umas vozes ao fundo do quarto, aquele quarto onde ninguém vai, pedindo-me que escrevesse um livro, que me revoltasse na revolta de uma fase interminável. Quero guardar este tempo que tenho, e será que tenho tempo(?), para ir capitulando este desconserto de almas que me protegem e que sei que por mim olham, vivas ou mortas, aliás, sempre vivas.
Comecei pelo título. Não me agrada minimamente começar algo pelo nome que se lhe vai dar, parece-me até que só por si, pelo facto de lhe darmos nome, fica feito. Mas não, não, mãezinha, não, vovó.
Como escrevi antes, ouvi umas vozes, há algum tempo, mas tenho-me confinado a guardá-las para mim, não venham a ser mal interpretadas pois como se diz na gíria popular, quem conta um conto acrescenta um ponto.
A verdade é que sinto vontade de realmente iniciar esta história, sem grandes poesias, sem grandes romantismos, uma redescoberta de uma reautobiografia a que me assisto, sem ter lá estado, sem ter vivido, mas como mulher. Esta vontade de querer sentir sobre as mulheres da minha vida e as suas liberdades, libertadoras ou indubitavelmente castradoras daquilo que elas foram e ainda são. Poderá ser este o mote, não sei. Foi exatamente como disse, quando lhe damos nome, parece que o serviço fica feito e não me encontro numa mesa de café (local onde normalmente me sinto mais inspirada), nem tão cedo saberei quando me poderei lá inspirar. Permito-me, apenas, apresentar-me.
Sem pressas, sem tempos, que os tempos estão demasiados comedidos e o tempo que corre não nos deixa correr. Falta o pic-nic ao ar livre naquele dia de sol que consola a alma, falta-nos tanto. E não o sabíamos até agora, esvaziando-nos de tudo o que nos fazia nós, este reencontro pede para que sintamos falta além da saudade e da eternidade imprecisa sobre quando nos poderemos reencontrar.
Será para vós.
Comments
Post a Comment